Amsterdã - Dia 1
( Leidseplein )
Saímos de Bruges antes das 17 horas e chegamos em tempo em Bruxelas. Pegamos nossas malas e fomos para a plataforma que sairia o trem rápido para Amsterdã. Chegamos em Amsterdã na Centraal Station por volta de 20:40 hrs, por sinal, ainda estava claro devido a época no hemisfério norte, onde só escurece quase 22 horas. Pegamos o taxi que era um Mercedes, pois é, a maioria dos taxis em Amsterdã são da Mercedes-benz, e fomos para o hotel. O hotel
Van Onna é um B&B ou
Bed and Breakfast sem elevador e sem carregador de malas, fica no bairro de Jordaan, na rua Bloemgracht (
gracht em holandês é canal, então é rua do canal Bloem ), ao lado do hotel nós já vemos as casas canais com a sua arquitetura da época de ouro holandesa, ou seja, o hotel fica muito bem localizado simplesmente por já estar no cenário holandês dos canais. Além disso fica do lado da Casa de Anne Frank. Gostamos do B&B que foi indicação do blog do
Bóia. Achamos o hotel aprazível, limpo e com um café da manhã simples e bom.
Chegamos à noite e como estávamos com fome, fomos procurar um restaurante. Andando até a Leidseplein (
plein é praça em holandês ) uma praça de vida noturna agitada. Escolhemos o restaurante Le Pub, que tinha mesa do lado externo, dando para ver o movimento e o jeito dos holandeses. Mas, na mesa de trás, tinha uma galera de brasileiros ( putz ) falando alto e não deixando nós esquecermos um pouco das origens. Rafa comeu um
steak com fritas e bebeu um
apple juice e eu fui de
Italian Burger com uma cerveja Leffe para acompanhar.
Amsterdã - Dia 2
( Anne Frank Huis, Canal Cruise, Vondelpark, Rijksmuseum, Dam e Redlight District )
No dia seguinte acordamos cedo e fomos visitar a Casa de Anne Frank, a fila é interminável, então faça como nós, compre o ingresso bem antecipado no
site agende o horário e entre direto. Resumindo é a história da menina que narra em um diário os dias que ela e sua família se esconderam no prédio anexo ao escritório do pai, fugindo da perseguição nazista, é impressionante, no final ela e a família são mortas em um campo de concentração, mas o pai, o único sobrevivente, resgata o diário, publica a história e a menina vira uma heroína nacional. Essa casa é um museu para homenageá-la. Excelente.

Em seguida, pegamos o Tram ( metrô de superfície ou bonde elétrico ) e fomos na Centraal Station pegar o
"I Amsterdam City Card" ( comprei no site ainda no Brasil ). O cartão que dá direto de entrar de graça ou com desconto em várias atrações da cidade, como museus, passeios de barco,
Heineken Experience entre outros ( Casa de Anne Frank fica de fora ). Até o transporte por
Tram está incluído neste cartão.
Então, resolvemos fazer um
canal cruise, que é um passeio de barco pelos canais da cidade. O passeio durou 1 hora, teve áudio guia e passou por vários lugares de destaque de Amsterdã, como a igreja de
Westerkerk, o canal Amstel, que dá o nome à cidade, passamos pelo bicicletário, pelo museu de ciência e tecnologia NEMO, o museu do filme EYE e pelas
float house ou
houseboat que são as casas flutuantes além de vários outros lugares.
Depois fomos almoçar no
Hard Rock Café Amsterdam, que fica na Max Eweplein. Nós ficamos na direção da praça mas do outro lado tem mesas com vista para canal. Esse era bem melhor que o de Londres, com estilo maneiro e bom atendimento. Compramos a camisa na loja do restaurante. Na frente da gente tava rolando um xadrez disputado. Detalhe para o tamanho das peças.
Já alimentados fomos dar uma caminhada no
Vondelpark, que é um parque urbano bem grande em Amsterdam, muito bem cuidado e limpo, bom para correr, andar de bicicleta ou passear como nós fizemos.
Como ainda dava tempo, fomos conhecer o Rijksmuseum, museu que fica na praça dos museus ( Museumplein ) e que fazia 10 anos que estava fechado para reforma, só reabrindo em abril deste ano pela Rainha Beatrix. A fachada do museu já é sensacional e internamente também é muito bonito, com as obras sendo expostas de forma cronológica. Como obras de destaques, cito as esculturas, os quadros que retratam a época da entrada holandesa em Recife e o quadro Night Watch de Rembrandt.
Caminhando pela praça dos museus vemos o famoso letreiro I AMSTERDAM que é bem concorrido para tirar foto. Mais adiante tem outros museus que compõem a praça como o de Van Gogh e o Stedelijk. O primeiro visitamos no dia seguinte o outro ficará para uma próxima viagem.
Depois fomos andar pelas ruas da famosa zona de meretrício chamada pela alcunha de "Red-Light District". O nome oficial da área é
"De Wallen" e é uma grande atração turística em Amsterdã, onde a prostituição é liberada e regulada ( com exceção da prostituição de rua ). A área é no meio do centro histórico, perto da praça Dam e não tem aviso de início nem de término, quando você percebe, já está, até porque, por fora as casas são do mesmo padrão holandês, a diferença é que tem grandes janelas onde o "produto" (risos) fica exposto para atrair a clientela. Não é recomendado tirar fotos pois, segundo blogs de viagem, as prostitutas ou o cafetão encrencam e rola confusão.
Na volta para o hotel, resolvemos comprar a comida no supermercado e comer no quarto, então fomos no supermercado
Albert Heijn, que tem em todo lugar de Amsterdã. Na hora de pagar, eu me afastei pois desisti de um produto da cesta e fui colocar no lugar, acabei demorando um pouco, quando chego, vejo a Rafa, com a peculiar cara de desespero dela e as pessoas na fila impacientes. A Rafa explica que não aceitou o cartão, eu fui peguei o da outra bandeira e dei para atendente, que me respondeu algo assim "Rghrhrhsfgthhsffhafatgahtsbh", não entendi nada, olhei pra Rafa e ela continuava com a cara de desespero, entendeu menos ainda, mas pelo gesto, deduzi que eles só aceitavam pagamento em dinheiro. Então, até eu pegar o valor total, a holandezada da fila já estava querendo agredir os turistas enrolados. Foi bem engraçado !
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| Uva virou um nome impronunciável |
Segue um post do Daniel Duclos, sobre este supermercado.
Amsterdã - Dia 3
( Keukenhof, Van Gogh Museum, Heineken Experience e Rembrandplein )
Acordamos cedo para visitar o parque das tulipas chamado de
Keukenhof, o parque funciona apenas no final de março, abril e maio. Sendo que em abril deste ano, devido ao prolongamento do período de chuvas, ele manteve-se fechado só abrindo no final de abril. Para chegar lá, pegamos um ônibus para o aeroporto de Schiphol e lá no aeroporto já tem um posto de venda do ingresso com direito a ir no ônibus do parque, que vem buscar, já que o parque fica em outra cidade, em Lisse. O trajeto todo dura mais ou menos 1 hora e 30 minutos. O parque é fantástico, as fotos descrevem melhor.
Depois fomos conhecer o museu de Van Gogh, que fica na praça dos museus e é onde está o maior acervo do pintor holandês. A visita tem áudio guia em português, que ajuda bastante a entender e admirar as obras que estão disposta cronologicamente. Além do famoso quadro
The Potato Eaters que não tivemos o registro ( acho que não podia fotografar ), segue outros quadros de pinturas famosas que fotografamos:
Self-portrait in Front of the Easel,
Vase with Twelve Sunflowers, Almond Blossom e
Wheatfield with Crows
Agora chegou a hora que eu esperava, a visita ao museu da Heineken, chamada de Heineken Experience, a visita mostra a evolução da cervejaria, com depoimento dos donos, exibição interativa, mostra os cavalos que antigamente entregavam as cervejas nos bares e para manter a tradição eles fazem isso uma vez por mês, a visita ainda mostra o processo de fabricação, fotos da UEFA
Champions League que ela patrocina e no final tem dois bares com 3 cervejas para degustar. No segundo bar, rola musica e ambiente
club.
Depois fomos para Rembrandtplein a praça em homenagem ao artista é cercada de bares e restaurantes. No centro da praça tem a estátua do pintor e, para comemorar o aniversário do artista, expuseram estátuas de bronze referenciando a obra
Night Watch que comentei no
post do Rijksmuseum. Almoçamos, digo, pelo horário, praticamente jantamos, um macarrão a bolonhesa no restaurante
La Madonnina.
É isso, no dia seguinte iríamos para a França com um pit stop na Bélgica. Mas fomos, com a bela impressão de Amsterdã. Uma cidade que respeita diversidade, onde todos falam inglês fluente, onde a prostituição e o uso de maconha em lugares próprios é regulamentado, onde todos utilizam a bicicleta para se deslocar convivendo em harmonia com os carros e onde o transporte público leva em todos os lugares com um conforto de primeira qualidade. Sensacional.